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Sobre o Blog

Para toda ação há uma reação. O advento da tecnologia é um ótimo exemplo dessa realidade. A cada dia que passa, novas tecnologias surgem e outras consideradas obsoletas são descartadas. Esses fatores unidos à incompetência humana em pensar no próximo têm afogado o mundo no lixo cada vez mais. O presente blog aborda esse polêmico assunto com ênfase em alguns países que atualmente têm se destacado nesse tema.

O e-lixo e a sociedade da informação

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As facilidades de crédito para compra de novos produtos, a velocidade absurda com que esses produtos se tornam obsoletos unidos a constante e insaciável busca por novas tecnologias e o descarte inconsciente de aparelhos considerados velhos têm contribuído para o aumento de um novo tipo de poluição denominado poluição eletrônica, e-lixo ou e-waste. Esses detritos descartados de maneira inadequada podem causar sérios riscos à saúde, além de contribuir para a degradação do meio ambiente. Desse modo, a evolução tecnológica não pode ser tratada apenas como algo benéfico, é preciso que a responsabilidade seja aceita e que novas tecnologias (sustentáveis) sejam desenvolvidas

O e-lixo tornou-se o tipo de assunto que se discute muito, mas age-se pouco. Segundo a ONU o Brasil é o país que entre os países emergentes mais produz e-lixo e o que menos recicla. Os números chegam a 96,8 mil toneladas de lixo por ano, ficando atrás apenas da China. O problema se torna ainda pior porque em se tratando de políticas ambientais, o Brasil não possui nenhuma legislação que defina critérios de tratamento para o lixo tecnológico e nenhuma política de conscientização nas escolas que ensine como deve ser o descarte desse tipo de produto.

Frente ao perigo eminente que esse tipo de lixo traz, a busca e a aplicação de soluções para coleta e gestão do lixo eletrônico são necessárias e urgentes. É preciso que os fabricantes e os importadores de equipamentos eletrônicos assumam as devidas responsabilidades sobre o descarte consciente dos seus produtos e que as empresas implantem projetos de responsabilidade ambiental. Os fabricantes, cada vez mais, estão sendo pressionados a eliminar ou diminuir a quantidade de componentes tóxicos na fabricação dos produtos. Porém, a produção de equipamentos inofensivos ao meio ambiente ou facilmente recicláveis ainda é uma utopia.

Devido ao descaso evidente do governo dos países emergentes e a repercussão dentro do espaço acadêmico, nós alunos do primeiro semestre de Engenharia da Computação do Uniceub fomos incentivados pelos professores a criar um blog que abordasse esse polêmico assunto. No blog foram postados textos de autoria dos próprios alunos baseados em textos, vídeos e imagens encontrados na internet e eventos que acontecerem na instituição. O objetivo do blog é claramente incentivar que as pessoas pensem melhor nas suas ações e tomem providências a respeito do próprio lixo (em especial o eletrônico), é de grande importância que haja o consumo inteligente e o descarte eficiente, para que possamos ter um mundo para viver daqui a alguns anos.


Fonte do texto original:

Revista de Ciencias Exatas e Tecnologia

Vol. III, Nº.3, Ano 2008

-Juliana Martins de Bessa Ferreira

Faculdade Anhanguera de Anápolis

-Antônio Claudio Ferreira

Faculdade Anhanguera de Anápolis


Reportagens:

http://www.jornalpequeno.com.br/2010/8/28/lixo-eletronico-129707.htm

http://www.band.com.br/jornalismo/tecnologia/conteudo.asp?ID=281372

A Sociedade da Informação e o Desafio da Sucata Eletrônica

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A Sociedade da Informação e o Desafio da Sucata Eletrônica

1. INTRODUÇÃO

A utilização inconsciente e/ou incorreta da tecnologia pode gerar várias conseqüências, sendo uma delas, a poluição eletrônica que, com seus componentes químicos causa poluição no meio ambiente e danos à saúde.
Este artigo apresenta-se como informe técnico, objetivando a correlação entre as tendências do ambiente globalizado e a poluição, considerando principalmente a poluição denominada eletrônica e/ou sucata eletrônica.
A crescente urbanização mundial, com seus primórdios na Revolução Industrial, vem acarretando um acúmulo de lixo, gerado a partir do consumo inconsciente por parte do ser humano, ocasionando sérios problemas ao meio ambiente.
Os resíduos ou lixos eletrônicos são considerados como aparelhos/materiais que são dados por inúteis, supérfluos e/ou sem valor, gerado pela atividade humana.
De Mais (2000), afirma que, desde a Revolução Industrial, os homens passaram a produzir uma fonte de maior sustento, tendo o desenvolvimento das forças produtivas estabelecido, o que hoje se pode chamar de livre concorrência tecnológica ou até mesmo de “a era do consumismo”.
Os danos causados ao meio ambiente, inclusive ao homem, como parte integrante do mesmo, em muitas vezes mostra-se irreversível.
O sistema de reciclagem de um eletroeletrônico, de acordo com Bizzo (2007), pode ser considerado uma oportunidade, desde que, haja uma visão holística do processo.

2. CONCEITUAÇÃO E CATEGORIZAÇÃO DE POLUIÇÃO ELETRÔNICA

A UFSC ( Universidade Federal de Santa Catarina, 2008) define lixo como sendo todo resíduo sólido proveniente de atividades humanas ou mesmo de processos naturais (poeira, folhas e ramos mortos, cadáveres de animais).
Ainda de acordo com os dados da UFSC, menos de 5% do lixo urbano é reciclado.
Uma das formas de poluição muito discutidas atualmente, talvez pela corrida tecnológica e conseqüente consumismo do ser humano, é o que se denomina poluição eletrônica, sucata eletrônica ou ainda, e-lixo.
A fumaça invisível, que são os campos de energia produzidos pela moderna tecnologia é uma classificação de poluição eletrônica que vem aumentando sua proporção pela popularização dos aparelhos eletroeletrônicos e sua utilização desmedida.
Com a velocidade que as várias tecnologias estão se desenvolvendo e se aprimorando, no intuito de oferecer às nações maximização das suas atividades, estas, no uso de tais tecnologias, estão ficando cada vez mais dinâmicas em seu crescimento e, consequentemente na degradação do meio ambiente, podendo a poluição eletrônica se considerada um dos tipos de lixo que mais vem crescendo no mundo.

3. UTILIZAÇÃO E DESCARTE INCONSCIENTES DE APARELHOS ELETROELETRÔNICOS E SUAS PRINCIPAIS CONSEQUÊNCIAS

O que demorou bilhões de anos para ser construído está sendo destruído em poucas décadas ou simplesmente anos.
Não resta dúvida de que a Revolução Industrial trouxe enormes benefícios para a humanidade.
O uso inconsciente de produtos industrializados e suas formas de descarte causam sérios impactos ao meio ambiente.
A omissão de legislação vigente que ainda não definiu o destino final de equipamentos sucateados contribui para o crescimento da degradação do meio ambiente.
As ações inconscientes do homem equiparam-se à busca de superação em termos tecnológicos.
A popularização e até mesmo o consumismo de produtos tecnológicos cria um problema que tende a se agravar ainda mais nos próximos anos.
De acordo com Fonseca (2008), existem 50 milhões de toneladas de detritos no mundo inteiro, sendo que, em 1997 a vida útil de um computador pessoal era de seis anos, passando a ser de apenas dois anos em 2005, fato que aumenta consideravelmente esta realidade.
Os descartes dos equipamentos eletroeletrônicos considerados inadequados ao uso ou sucateados, na maioria das vezes não recebem o tratamento adequado.
Os resíduos dos lixos eletrônicos, ao serem encaminhados para os grandes lixões a céu aberto, podem causar danos à saúde, tanto à espécie animal quanto humana.
Ribeiro (2008) afirma que, no caso de computadores, a única parte que não atrai o interesse das recicladoras é a tela do monitor.
Segundo dados do Greenpeace (2007), rios e águas subterrâneas dos países da Ásia e no México estão sofrendo com o despejo de substâncias químicas tóxicas por parte dos fabricantes de componentes eletroeletrônicos.
O Greenpeace, de acordo com as práticas de fabricação e descarte das empresas, cria a denominação “eletrônicos verdes” efetuando um ranking obedecendo a regras de melhores práticas.
Várias catástrofes ocorreram nos últimos dez anos influenciadas por modificações climáticas, abalos sísmicos, enchentes, invasão de aves e insetos nas cidades, entre outras.

4. COMPONENTES UTILIZADOS NA FABRICAÇÃO DE APARELHOS ELETROELETRÔNICOS E SUAS RESPECTIVAS FORMAS DE POLUIÇÃO NO MEIO AMBIENTE

De acordo com estudo divulgado pela Universidade das Nações Unidas, para a montagem de um desktop de 17 polegadas são usados cerca de 1.800 quilos de componentes.
Com a democratização do computador e dos aparelhos eletroeletrônicos, sendo levada em consideração a constante evolução da tecnologia e a queda dos preços, as vendas aumentaram, gerando consequentemente grande quantidade de peças e ou equipamentos não passíveis de uso.
Ao serem inutilizados, estes equipamentos são descartados na maioria das vezes de forma inapropriada e, por possuírem produtos como o mercúrio, arsênio e chumbo em sua fabricação, quando em contato com seres humanos, podem causar diversos danos à saúde.
Fonseca (id.) cita que, em termos técnicos, a degradação de uma placa eletrônica pode gerar 22 mg/litro de Cd (cádmio) e 133 mg/litro de Pb (chumbo), enquanto que o homem suporta, respectivamente, 05 mg/litro desses elementos.
A produção de lixo eletrônico cresce 5% ao ano, cerca de três quilos de lixo eletrônico são gerados a partir da fabricação de cada quilo de computador.
Não é somente a sujeira e o acúmulo de lixo que preocupa, mas as conseqüências que o contato com esse material tóxico pode trazer ao meio ambiente e a nós mesmos.
Affonso (2008) qualifica o e-lixo como uma bomba relógio, cujos efeitos vão recair da maneira mais inesperada possível sobre a sociedade.
Em termos amplos, 94% do que consiste um computador são potencialmente recicláveis. Na prática, cerca de 42% podem ser reciclados, sendo necessário que sejam produzidos aparelhos cada vez mais “recicláveis”.
Além da composição física do computador e índice de materiais recicláveis, é importante demonstrar a associação dos principais elementos das placas de circuito impresso descartadas.
Apesar de existirem empresas especializadas em reciclagem de aparelhos eletroeletrônicos, o
número ainda é insignificante, se comparado ao aumento das vendas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

É de fundamental importância que haja a conscientização do ser humano em relação a não degradação do meio ambiente.
É importante que haja consciência no desenvolvimento de uma tecnologia que agrida menos o meio ambiente, seja no momento de sua fabricação, seja no seu descarte.
Uma alternativa seria a adoção por parte das empresas de estratégias de reciclagem de seus equipamentos inutilizados pelos consumidores.
Outra seria o consumo consciente das nações, evitando o consumismo desenfreado de produtos eletroeletrônicos e, baseando-se neste contexto, os hábitos dos seres humanos devem ser repensados
A natureza, enfim, o meio ambiente, está em desvantagem nesta corrida tecnológica iniciada a partir da Revolução Industrial.
No contexto atual, o homem não pode preocupar-se apenas com o desenvolvimento tecnológico para o auxílio das suas tarefas.
É notório que as vantagens do uso crescente de computadores são grandes. No entanto, precisamos evoluir degradando o ambiente o mínimo possível, delegando responsabilidades e assumindo conseqüências criadas por nossos atos.


REFERÊNCIA

Revista de Ciências Exatas e Tecnologia. Vol. III, N°3, ano 2008.
Juliana Martins de Bessa Ferreira, Faculdade Anhanguera de Anápolis.
Antônio Claudio Ferreira, Faculdade Ananhanguera de Anápolis.

Entrevista sobre Lixo tecnológico

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Entrevistado: Prof. Abiezer
Tema: Lixo Tecnológico
Local: Bloco 7 - UniCeub
Data: 22/11/2010

- O que pode ser considerado lixo tecnológico?
Lixo tecnológico é tudo que a gente não usa mais. Ou seja, é tudo aquilo que você deixa de usar em termos de tecnologia e passa a usar outra coisa e descarta aquilo que pára de usar. Aquilo se torna lixo para todos os efeitos, mas o lixo é tudo que se deixa de usar e é guardado em algum lugar o qual mais tarde será descartado.

- Em Brasília existe algum programa para coleta e reciclagem do lixo tecnológico?
Não. O que existe na verdade, até onde nos sabemos, são algumas empresas principalmente aquelas ligadas à área de telefonia que recolhem os seus celulares dentro de um determinado ambiente, de uma determinada caixa e a partir dali eles dão um fim ao equipamento. Mas não existe uma política determinada, um descarte bem definido, isso é uma coisa que Brasília precisa evoluir. Não havendo ainda uma coisa muito clara este sentido.

- Dentro todos os riscos que o lixo tecnológico não devidamente descartado traz, qual poderia ser considerado o maior deles?
O maior problema do lixo tecnológico é exatamente o alto índice de toxicidade, principalmente das baterias as quais estão associadas à parte. Digamos assim, se você for manipular os circuitos internos eletrônicos, o acesso a essa parte química que protege esses aparelhos, manipuladas, podem trazer malefícios. Então, na verdade, o que nós percebemos é que a manipulação dessas baterias são, a principio, um dos maiores riscos.

- De um modo geral, qual a influência que o “e-lixo” tem sobre a economia brasileira?
Há um grande potencial de desenvolvimento se dispuser a ganhar dinheiro com o lixo eletrônico, de tal forma que toda reciclagem sob tratamento seja convertido em algum outro produto o qual seja reutilizado, fazendo com que a economia desse universo possa evoluir de forma muito significativa. Poucos descobriram que isso é um grande nicho de mercado. Então entende-se que isso é um potencial a ser desenvolvido.

- A nível internacional quais soluções têm sido apontadas como eficientes para o descarte do “e-lixo”?
Em alguns países, como a Alemanha, ou como no próprio Estados Unidos estão sendo desenvolvidas políticas de reciclagem para esse tipo de lixo, ou seja, eles produzem materiais e sub-materiais que serão matéria prima para produção de outros materiais. Um lixo que está servindo para produção de outros materiais que vão ser, digamos assim, fabricados. Então a indústria desse comercio eletrônico está bem mais desenvolvida em nível internacional e de países mais desenvolvidos, do que aqui dentro do próprio Brasil. Outros países da Ásia, a própria China estão encaminhando, porém não é ainda um potencial muito forte, mas eu diria que, em termos internacionais, a Alemanha está bem à frente e os Estados Unidos, logo em seguida.

Lixo Tecnológico - Problemas e Soluções

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O lixo tecnológico ou eletrônico possui uma grande quantidade de substâncias prejudiciais ao ambiente e ao homem.

Você já percebeu com que velocidade as tecnologias são substituídas e quando se substitui uma tecnologia, para onde vão os equipamentos “obsoletos”? (acho que a maioria para o lixo não é?).

Pense bem, o quanto uma bateria de celular ou de notebook vão poluir o solo ou os lençóis freáticos, ou mesmo os demais componentes como plástico e metais pesados. Sua preocupação está geralmente em se manter dentro da “onda”, da tecnologia.

E se engana pensando que são apenas os equipamentos de alta tecnologia como computadores, câmeras e celulares que poluem o ambiente. Rádios, tv's, aparelhos de som, aparelhos elétricos, lâmpadas eletrônicas e etc, também contém inúmeros elementos altamente poluentes.

http://www.sermelhor.com/artigo.php?artigo=80&secao=ecologia

Semana da Engenharia - 09 a 12/11

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https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZ6Gew2_qg35DSY8r3zd9kpO2Qmx9KYjYwOJgvUYXNEEFui6jEPjlKFhHu1yra_fTW9tO7b7sj_ynCYZuWFfBDxFuApGfSlUZkTK2cTyVQ5zCPhHtc9myL2_aPt-JWK_4dFhCkHXDaiD0/s320/uniceub3.JPG

ReviewUniCEUB


         Ocorreu durante o período de 09/11/2010 a 12/11/2010 a 2ª edição 2010 da Semana da Engenharia do Centro de Universitário de Brasília – Uniceub. O evento contou com a presença de alunos e professores dos cursos de Engenharia da Computação, Engenharia Civil e Ciência da Computação da própria instituição. Foram abordadas atividades variadas como palestras, workshops, debates, exposição de projetos tecnológicos nas áreas de robótica, automação predial e outros.
         Nessa edição, os alunos e demais interessados inscritos tiveram a oportunidade de refletir e debater sobre temas que envolvem a perspectiva real de mercado de trabalho com empresas pioneiras e lideres de mercado nas áreas de telecomunicação e de soluções tecnológicas. Algumas das empresas convidadas palestrantes da semana foram: Vivo S.A., Stefanini IT Solutions e demais.
         O evento ainda contou em sua programação com a participação de professores da própria instituição, que palestraram sobre temas altamente relevantes e polêmicos, abordando técnicas e métodos científicos de ponta, verdadeiros desafios a serem enfrentados e conquistados pelos jovens universitários em projetos profissionais de qualidade.
         De fato, o encontro rendeu bons frutos, pois apresentou do inicio ao fim do seu cronograma diversificação de temas, consistência e sobretudo despertou o espírito universitário do saber, rendendo aos futuros profissionais uma percepção de mundo do mercado de trabalho mais ampla e consciente.

Descarte consciente de sólidos Hi-Tech.

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RecycleNow!


         O conforto e a comodidade que a tecnologia proporciona, tem seu preço. O que fazer com o computador, seus periféricos, pilhas e baterias de celulares, consoles de games, os chamados "lixos hi-tech" ou "e-waste"? Devido ao aumento de consumo e produção, há uma crescente conscientização da gravidade da situação sobre a destinação deste tipo de lixo que pode causar sérios danos ao ambiente e/ou saúde das pessoas, por conterem ácidos, metais pesados, contaminando o ar, veios d'água, rios e vindo com o tempo a afetar nosso sistema nervoso central, figado, rins, pulmões etc. Países industrializados, governos, empresas e ONG's (WWF, GreenPeace) estão elaborando juntos iniciativas para padronização global da reciclagem, buscando separar materiais valiosos e tóxicos de forma a serem reaproveitados ou mesmo, descartados de maneira apropriada. O objetivo é constituir leis que tragam um consenso entre as práticas adotadas pelos países, possibilitando processos simplificados de descarte consciente.
         Conforme os dados dispostos pelo vídeo a cada ano nos Estados Unidos são geradas milhões de libras de resíduos eletrônicos originários de televisores e computadores obsoletos. O custo de reciclagem estimado para a reciclagem de um computador nos Estados Unidos e de 30 dólares, enquanto na China são dois dólares. No período entre 1997 a 2007, ou seja, dez anos, foram gerados certa de 500 milhões de computadores obsoletos. Ainda mais, todo o lixo eletrônico norte americano e enviado para países em desenvolvimento. A reciclagem de lixo eletrônico e demais operações relacionadas encontradas na China, Índia e Paquistão são extremamente poluentes e prejudiciais para os seres humanos. Tipicamente, essa “reciclagem” envolve queima a céu aberto de resíduos plásticos, exposição a soldas tóxicas por parte das pessoas que trabalham sem nenhuma proteção, contaminação dos rios etc.
         Alguns elementos perigosos encontrados nos resíduos eletrônicos são:
Mercúrio – gera danos cerebrais;
Berílio – gera câncer pulmonar;
Cromio – gera danificação do DNA;
Chumbo – gera danos ao sistema nervoso central, sistema sanguíneo, rins e sistemas reprodutivos;
Cobalto – elemento que apresenta radioatividade;
Arsênico – Veneno.

         No desfecho do vídeo são sugeridas ações para atenuar o quadro de degradação proporcionado pelo manejo irresponsável, como a de devolver nossos equipamentos eletrônicos usados de volta aos fabricantes ou mesmo a centros de reciclagem responsáveis que não exportem esses resíduos. Sugere ainda que apoiemos leis que incentivem os fabricantes a reduzir o nível de elementos tóxicos em seus produtos.
         A única lei que está em vigor no Brasil, Lei nº 6.938 de 1981, de trato ambiental, estabelece que os fabricantes de baterias, pilhas e derivados são responsáveis pelo recolhimento e reciclagem desses produtos. Várias leis que tratam do tema estão sendo discutidas no Brasil (projetos voltados à sustentabilidade ambiental, descarte de sólidos), mas não podemos esperar que um governo lento e burocrático nos auxilie na preservação ambiental. Esperamos contribuir de alguma forma, assumindo uma perspectiva esclarecida e comprometida, buscando dialogar sobre “o que fazer” e “como fazer”, por meio de uma postura disciplinada e criativa sobre o impacto do ”e-lixo” em prol da prosperidade da vida ambiental e de seus ecossistemas diversos.

Charge sobre e - lixo

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Essa charge fala sobre lixo tecnológico e o descarte incorreto desse tipo de material. Foi pensada dentro de um contexto tecnológico moderno e está inserida em um cenário urbano e faz uma crítica ao modo como o lixo tecnológico tem sido descartado. Em um mundo sobrecarregado como o que vivemos o “e-lixo” vem sendo tratado da mesma maneira que o lixo convencional, fato o qual não deveria acontecer devido ao nível de toxicidade de seus componentes. A ironia fica por conta do rato de verdade sendo perseguido pelos “mouses” (rato em inglês) que são na realidade objetos inanimados.

Charge retirada do site: http://www.eniopadilha.com.br/index.php?pg=artigos_detalhe&id=391